Esta é uma das habilidades mais valorizadas e você pode desenvolver

Homem desenha em lambirinto

Em um mundo cada vez mais complexo e mutável, os profissionais e empresas precisam se adaptar para se manterem competitivos. Neste novo cenário corporativo, a construção de novas competências se mostra cada vez mais necessária e valorizada. Entre elas está a habilidade de resolução de problemas ou problem solving.

E como desenvolver esta competência? Um bom começo é investir no aprendizado contínuo, buscar novos conhecimentos, novos saberes, além de entender as tendências e desafios das áreas de atuação. Experiências e outras vivências de trabalho também ajudam e muito no desenvolvimento desta habilidade cognitiva, assim como as relações interpessoais, tão necessárias para o sucesso na carreira de qualquer profissional, pois geram um networking de qualidade, contribuem para um clima positivo na equipe e mantém o foco das metas e objetivos da empresa.

O processo de problem solving tem alguns passos a serem seguidos, com o objetivo de ter organizar, estruturar as respostas certas para cada situação.

Pensar antes de agir e estruturar o contexto e as circunstâncias do tema que está em discussão e organizar quais perguntas precisam ser respondidas, antes de começar a executar qualquer ação. É a fase mais crítica de todo o processo, pois muitas vezes, é difícil chegar às respostas corretas se as perguntas estiverem erradas. Aqui, são definidas as hipóteses de trabalho, a abordagem que será utilizada e quais análises serão necessárias. Importante, compartilhe com os superiores o conflito que está vivenciando, o que tem em mente e quanto tempo precisa para solucioná-lo.

Realizar análises

O propósito de realizar análises é comprovar (ou não) as hipóteses definidas na primeira etapa. Esta fase deve contemplar um plano de trabalho que inclua coletar dados, priorizar os passos mais importantes e definir como será a execução.

Traduzir resultados em insights e recomendações

Com base nos fatos e dados coletados, esse momento promove a constatação de quais suposições foram comprovadas e quais não. A partir disso, é que se determinam as recomendações que resolverão a questão do cliente (problema externo) ou da própria empresa (problema interno). Pense em ações possíveis, determine quais as funções da equipe e aí sim execute o plano.

Os profissionais que não têm medo de fazer perguntas, que dão atenção aos detalhes, não supõe, conclui a partir de uma análise estruturada, não fica tentando encontrar culpados quando o conflito aparece, têm paciência e autocontrole, são os que possuem características fundamentais de um bom “solucionador de problemas”. Tenha em mente sobre a importância de desenvolver a inteligência emocional, que é a capacidade humana de trazer o melhor de si de maneira eficiente, além da capacidade de se conectar com o meio social e de produzir os melhores resultados dessas conexões.

Em clima de segredo, um fungo fatal se espalha pelo mundo

Dr. Shawn Lockhart, especialista em doenças fúngicas, segura uma lâmina com Candida auris coletada de um paciente americano Foto: Melissa Golden/The New York Times O Globo – Em maio do ano passado, um homem idoso foi internado no Hospital Mount Sinai, no Brooklyn, para uma cirurgia abdominal. Um exame de sangue revelou que ele estava infectado com um germe recém-descoberto e tão mortal quanto misterioso. Os médicos o isolaram rapidamente na unidade de terapia intensiva.

O germe, um fungo chamado Candida auris , ataca pessoas com sistema imunológico enfraquecido e vem se espalhando silenciosamente pelo mundo. Nos últimos cinco anos, atingiu uma unidade neonatal na Venezuela, varreu um hospital na Espanha, forçou um conceituado centro médico britânico a fechar sua unidade de tratamento intensivo e fincou raízes na Índia, no Paquistão e na África do Sul.

Recentemente, a C. auris chegou a Nova York, Nova Jersey e Illinois, fazendo com que os Centros Federais de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) o adicionassem na lista de germes considerados “ameaças urgentes”.

O homem internado no Hospital Mount Sinai morreu depois de 90 dias no hospital, mas o C. auris não. Testes mostraram que o fungo estava em toda parte em seu quarto e de uma forma tão invasiva que o hospital precisou de equipamentos de limpeza especiais e teve que arrancar parte dos pisos para erradicá-lo.

— As paredes, a cama, as portas, as cortinas, os telefones, a pia, o quadro branco…. Tudo foi infectado — disse  Scott Lorin, presidente do hospital — O colchão, os trilhos da cama, os buracos da caixa, as persianas da janela, o teto…Tudo na sala deu positivo para o fungo.

Há risco de atingir população mais saudável

C. auris é tão resistente, em parte, porque é impermeável aos principais medicamentos antifúngicos, tornando-se um novo exemplo de uma das ameaças à saúde mais intratáveis do mundo: o surgimento de infecções resistentes aos medicamentos.

Transtorno bipolar: apoio e tratamento garantem vida normal e estável

Sidney Oliveira

Assim como muitas doenças da mente, o transtorno afetivo bipolar (TAB) é cercado de mitos, tabus, preconceito e desinformação. Mas quem está descobrindo a doença agora, ou quem convive com alguém sofrendo desse mal, precisa ter certeza de uma coisa: a vida de quem tem transtorno bipolar pode ser totalmente normal.Tratamento correto e apoio são dois elementos fundamentais para garantir a estabilidade.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 2,2% da população mundial sofre com a doença. Em números absolutos, significa 60 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, são quase 2 milhões de pessoas afetadas por ano. O dia 30 de março é considerado o Dia Mundial do Transtorno Bipolar. A data é uma alusão ao aniversário do pintor Vincent Van Gogh, um dos primeiros e mais famosos diagnósticos.

O psicólogo Válber Sampaio, professor da Uninassau e conselheiro do Conselho Regional de Psicologia (CRP), explica que, na prática, o transtorno bipolar é caracterizado por dois comportamentos distintos. Um deles é o polo da euforia ou da mania. O outro é o polo depressivo.

duas fases distintas

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Por que Vélez ainda está lá?

Técnicos brigam com olavistas, que brigam com militares, que brigam com evangélicos….Disputas para todos os gostos no MEC e anúncios polêmicos não foram suficientes (ainda) para tirar o ministro da Educação do poder

Educação do poder

Bia Cafardo

Caro leitor,

Mais uma semana termina e você deve estar se perguntado por que o ministro da Educação ainda está no cargo. Há mais de 20 dias, Ricardo Vélez Rodríguez mostra seu enfraquecimento para quem quiser ver. O estopim foi um pouco antes, em 25 de fevereiro, quando o Estado revelou que o ministro havia mandado um e-mail para todas as escolas do País pedindo que o slogan da campanha de Jair Bolsonaro fosse lido e que as crianças fossem filmadas cantando o Hino Nacional. A história exacerbou uma disputa que começara já nos primeiros dias da gestão entre diversos grupos (já se falou em três, quatro e até cinco) no Ministério de Educação (MEC).

Há a turma dos seguidores do professor de filosofia pela internet Olavo de Carvalho, guru dos bolsonaristas. Eles são os principais rivais do chamado grupo técnico, que veio principalmente do Centro Paula Souza, órgão do governo de São Paulo que administra as faculdade de tecnologia e escolas técnicas. O grande representante dos paulistas era Luiz Antonio Tozi, que encabeçou um choque de gestão no MEC e tentou colocar freio na ânsia ideológica de “olavistas”, mas acabou demitido poucos dias depois a pedido do presidente. Foi chamado de “tucano”. Bolsonaro ouviu conselho do próprio Olavo, que lá dos Estados Unidos xingou muito e pediu a cabeça de Tozi depois que alguns de seus ex-alunos haviam sido colocados pra fora.

Há também os militares, que se dividem entre dois grupos, o que confunde ainda mais. O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Marcus Vinícius Rodrigues, e o do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Carlos Decotelli, participaram do grupo que fez a transição no MEC e reunia militares da reserva. Eles trouxeram seus homens de confiança para os dois órgãos e trabalham independentente do que acha o ministro.

Já o coronel Ricardo Roquetti é do grupo dos militares da ativa e chegou indicado pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Aproximou-se rapidamente de Vélez – se conheciam do passado na Escola Superior do Exército – e deixou “olavistas” enciumados. Roquetti tentou blindar Vélez das influências dos “olavistas” e também foi vítima do filósofo da Virgínia. Vélez teve de demiti-lo. E, por último, há os evangélicos, que em geral jogam no time dos técnicos. A última baixa foi justamente dessa turma, com a saída de Iolene Silva, evangélica que havia sido anunciada para secretária executiva pelo ministro, mas não agradou ao Planalto – e nem à bancada evangélica. Ela acredita que crianças devem começar a ter contato com as matérias no primeiro livro da Bíblia Sagrada, o Gênesis.

MEC
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez Foto: ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO

Em meio a tantas disputas e com um ministro que pode cair a qualquer momento, é impossível que as coisas andem no MEC. Como mostrei na minha coluna, editais não estão sendo assinados, políticas não são finalizadas. As únicas duas medidas que surgiram foi, primeiro, um decreto sobre alfabetização que causou polêmica ao dar preferência ao método fônico para ensinar crianças a ler e escrever no País, revelado pelo Estado antes que o governo divulgasse oficialmente. Especialistas criticaram e disseram que é uma forma antiga e muito tecnicista de ensinar. Em seguida, o Inep criou uma comissão de três pessoas para analisar se as questões do Enem ofendem “tradições ou costumes nacionais”. Ministério Público Federal e partidos de oposição já pedem explicações do órgão, acusado de ‘abuso de poder’ e de instaurar censura no maior vestibular do País.

O que se diz é que Vélez segue sentado na sua cadeira no 8º andar do ministério porque o governo não encontrou ainda um substituto com bom perfil, mas que também ajude a aprovar a reforma da Previdência. Evangélicos tentaram indicar nomes, “olavistas” também, e militares correm por fora. Cada dia surge um nome novo, não há consenso no Planalto. E a educação segue em ponto morto.

Por insegurança, professores universitários pedem ajuda para deixar Brasil

Universidade Federal Fluminense

Desde as eleições, as universidades brasileiras têm se tornado um campo de batalha onde crescem as denúncias de assédio, achaques e ameaças contra professores que são identificados como “de esquerda”.

No final de outubro, pouco antes de 17 campi universitários serem invadidos pela polícia por manterem cartazes com mensagens antifascistas, professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) receberam uma carta anônima listando o nome de 15 docentes e estudantes de ciências humanas ameaçados de serem “banidos” da instituição depois da posse de Jair Bolsonaro.

A carta detalha que todas as pessoas nomeadas desenvolvem pesquisas e trabalham com o público LGBT, ou seriam “lésbicas, gays, prostitutas e partidários de esquerda”.

A violência em ambiente universitário já tem alertado a comunidade internacional. Há oito meses, a organização Scholars at Risk, ou Acadêmicos em Risco, em português, tem sido procurada por professores brasileiros que se sentem inseguros no país.

Sediada nos Estados Unidos, a organização é uma rede de instituições de ensino superior que promove a liberdade acadêmica, ajudando pesquisadores e professores ameaçados de morte a sair de seus países por um tempo.

A rede é formada por 520 universidades, como a Universidade de Washington, nos EUA, a Universidade do Chile e a City University, em Londres, no Reino Unido.

Até o ano passado, apenas um brasileiro tinha contatado a organização. Agora, já são 18.

“Devido à mudança significativa para a direita na atmosfera sociopolítica no Brasil que levou à eleição de Bolsonaro, os candidatos do Brasil relatam instabilidade, medo de serem detidos ou presos, assédio e medo de serem mortos ou desaparecerem”, resume Madochée Bozier, assistente do programa de proteção a professores universitários, em entrevista à Pública.

“À luz da mudança na narrativa política e cultural no país, muitos acadêmicos decidiram deixar o Brasil para continuar o seu trabalho fora do país por medo”, completa.

Heroína: estudante de 15 anos lutou com atirador em escola e salvou alunos de Suzano

Heroína: estudante de 15 anos lutou com atirador em escola e salvou alunos (Foto: Reprodução)

A história de uma adolescente de 15 anos, que estava na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), no momento do massacre que vitimou oito pessoas, tem viralizado nas redes sociais, e ela tem sido considerado uma heroína: a estudante lutou contra um dos assassinos e conseguiu salvar vidas no momento do ataque a tiros.

A adolescente em questão é Rhyllary Barbosa dos Santos. A estudante treina jiu-jitsu, há 3 anos, em um projeto social chamado “Bonsai – Construindo o Futuro”. No momento do massacre, ela teve os cabelos agarrados por Luiz Henrique de Castro, o mais velho dos assassinos, de 25 anos, mas lutou com o atirador e conseguiu escapar.

“Eu acredito que o jiu-jitsu ajudou muito. Se tivesse outra pessoa despreparada no momento em que o Luiz puxou o cabelo, ela podia estar muito vulnerável, perder a estabilidade do corpo e cair com a rasteira que ele deu. Se eu caísse naquele momento, ele ia me matar. Era o plano dele.  Talvez eu poderia não ter saído”, contou Rhyllary em entrevista ao site da ESPN.

Após escapar de Luiz, ela abriu a porta de entrada da escola para que outros estudantes pudessem fugir. “Eu fiquei com muito medo porque não sabia que tinha um segundo assassino, mas a minha intuição era abrir a porta e ajudar os outros alunos a saírem dali”, continuou a estudante no relato.

No momento que teve início o massacre, a jovem estava em frente à cantina da escola conversando com uma amiga e com a inspetora Eliana Regina, uma das vítimas fatais do ocorrido.

Assim que ouviu o primeiro disparo, se voltou em direção ao estampido e logo viu Luiz, que continuava a disparar. Segundo ela, foi tudo muito rápido e, quando notou, já estava enfrentando o atirador.

HOMENAGENS

Após a tragédia, a estudante já deu entrevistas para a TV e diversos veículos de comunicação para relatar os momentos de pânico vividos, além de ter recebido diversas homenagens nas redes sociais, como da atriz Cleo Pires.

Guardiões da Vida

RIO – Há cerca de dois meses, uma moradora de Três Rios, na região Centro-Sul Fluminense, abriu sua casa para uma dupla de policiais militares. Eles estavam à paisana e armados apenas com a palavra. Ainda assim, a presença deles foi suficiente para quebrar um ciclo de três anos de abusos e agressões. O momento mais grave foi um acesso de raiva em que o ex-companheiro bateu várias vezes com a porta do carro contra a cabeça da mulher, apenas para impedi-la de pegar o filho, de três anos, que estava no banco de trás do veículo.

Os dois policiais — a sargento Hortência e o sargento César — trabalham no 38º BPM (Três Rios) e fazem parte do grupo de Guardiões da Vida, um programa da Polícia Militar do Rio de prevenção à violência doméstica. O projeto vem mudando a realidade de centenas de mulheres daquela região, como a da jovem Maria (nome fictício). De 823 vítimas que ingressaram no programa em 2017, 647 já haviam sofrido agressões anteriores. Após o acompanhamento dos guardiões, a reincidência desabou de 78,61% para 3,4% dos casos. Em 2018, do total de mulheres acompanhadas, 28 voltaram a sofrer alguma agressão por parte do companheiro.

— Para quem sofre violência dentro de casa, é muito difícil acreditar que não se está só. Quando eles chegaram aqui, pela primeira vez depois de muito tempo, eu me senti acolhida. Hoje, me sinto protegida e com coragem para seguir em frente — contou a jovem, que foi integrada ao programa após a denúncia de uma amiga.

Desde então, ela recebe a visita dos guardiões e carrega no celular o contato dos policiais para que possa recorrer sempre que se sentir ameaçada. O ex-companheiro também já foi procurado pelo sargento César.

— Trabalhamos para que essa reincidência caia a zero. Os resultados mostram que estamos no caminho certo – defende a major Claudia Moraes, subcoordenadora de comunicação social da Polícia Militar do Estado do Rio e uma das coordenadoras do Dossiê Mulher.

O objetivo do Guardiões, segundo a oficial, é que a Lei Maria da Penha seja realmente cumprida. Sancionada em 2006, ela estabeleceu mecanismos — como medidas protetivas que obrigam o agressor a ficar afastado da vítima — para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Passados 13 anos, no entanto, a violência doméstica ainda é a segunda maior causa de chamadas para emergência policial, ultrapassando a casa das 70 mil ligações por ano, e em mais de 30% das ligações, casos de reincidência. Perde apenas para os casos de perturbação do sossego. Continuar a ler Guardiões da Vida