Heroína: estudante de 15 anos lutou com atirador em escola e salvou alunos de Suzano

Heroína: estudante de 15 anos lutou com atirador em escola e salvou alunos (Foto: Reprodução)

A história de uma adolescente de 15 anos, que estava na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), no momento do massacre que vitimou oito pessoas, tem viralizado nas redes sociais, e ela tem sido considerado uma heroína: a estudante lutou contra um dos assassinos e conseguiu salvar vidas no momento do ataque a tiros.

A adolescente em questão é Rhyllary Barbosa dos Santos. A estudante treina jiu-jitsu, há 3 anos, em um projeto social chamado “Bonsai – Construindo o Futuro”. No momento do massacre, ela teve os cabelos agarrados por Luiz Henrique de Castro, o mais velho dos assassinos, de 25 anos, mas lutou com o atirador e conseguiu escapar.

“Eu acredito que o jiu-jitsu ajudou muito. Se tivesse outra pessoa despreparada no momento em que o Luiz puxou o cabelo, ela podia estar muito vulnerável, perder a estabilidade do corpo e cair com a rasteira que ele deu. Se eu caísse naquele momento, ele ia me matar. Era o plano dele.  Talvez eu poderia não ter saído”, contou Rhyllary em entrevista ao site da ESPN.

Após escapar de Luiz, ela abriu a porta de entrada da escola para que outros estudantes pudessem fugir. “Eu fiquei com muito medo porque não sabia que tinha um segundo assassino, mas a minha intuição era abrir a porta e ajudar os outros alunos a saírem dali”, continuou a estudante no relato.

No momento que teve início o massacre, a jovem estava em frente à cantina da escola conversando com uma amiga e com a inspetora Eliana Regina, uma das vítimas fatais do ocorrido.

Assim que ouviu o primeiro disparo, se voltou em direção ao estampido e logo viu Luiz, que continuava a disparar. Segundo ela, foi tudo muito rápido e, quando notou, já estava enfrentando o atirador.

HOMENAGENS

Após a tragédia, a estudante já deu entrevistas para a TV e diversos veículos de comunicação para relatar os momentos de pânico vividos, além de ter recebido diversas homenagens nas redes sociais, como da atriz Cleo Pires.

Guardiões da Vida

RIO – Há cerca de dois meses, uma moradora de Três Rios, na região Centro-Sul Fluminense, abriu sua casa para uma dupla de policiais militares. Eles estavam à paisana e armados apenas com a palavra. Ainda assim, a presença deles foi suficiente para quebrar um ciclo de três anos de abusos e agressões. O momento mais grave foi um acesso de raiva em que o ex-companheiro bateu várias vezes com a porta do carro contra a cabeça da mulher, apenas para impedi-la de pegar o filho, de três anos, que estava no banco de trás do veículo.

Os dois policiais — a sargento Hortência e o sargento César — trabalham no 38º BPM (Três Rios) e fazem parte do grupo de Guardiões da Vida, um programa da Polícia Militar do Rio de prevenção à violência doméstica. O projeto vem mudando a realidade de centenas de mulheres daquela região, como a da jovem Maria (nome fictício). De 823 vítimas que ingressaram no programa em 2017, 647 já haviam sofrido agressões anteriores. Após o acompanhamento dos guardiões, a reincidência desabou de 78,61% para 3,4% dos casos. Em 2018, do total de mulheres acompanhadas, 28 voltaram a sofrer alguma agressão por parte do companheiro.

— Para quem sofre violência dentro de casa, é muito difícil acreditar que não se está só. Quando eles chegaram aqui, pela primeira vez depois de muito tempo, eu me senti acolhida. Hoje, me sinto protegida e com coragem para seguir em frente — contou a jovem, que foi integrada ao programa após a denúncia de uma amiga.

Desde então, ela recebe a visita dos guardiões e carrega no celular o contato dos policiais para que possa recorrer sempre que se sentir ameaçada. O ex-companheiro também já foi procurado pelo sargento César.

— Trabalhamos para que essa reincidência caia a zero. Os resultados mostram que estamos no caminho certo – defende a major Claudia Moraes, subcoordenadora de comunicação social da Polícia Militar do Estado do Rio e uma das coordenadoras do Dossiê Mulher.

O objetivo do Guardiões, segundo a oficial, é que a Lei Maria da Penha seja realmente cumprida. Sancionada em 2006, ela estabeleceu mecanismos — como medidas protetivas que obrigam o agressor a ficar afastado da vítima — para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Passados 13 anos, no entanto, a violência doméstica ainda é a segunda maior causa de chamadas para emergência policial, ultrapassando a casa das 70 mil ligações por ano, e em mais de 30% das ligações, casos de reincidência. Perde apenas para os casos de perturbação do sossego. Continuar a ler Guardiões da Vida

Muito bom – Witzel sanciona lei que veta nomeação de condenados pela Lei Maria da Penha

Governador Wilson Witzel em seminário sobre carnaval na OAB RJ Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

O governador Wilson Witzel sancionou ontem a lei que veta a nomeação de comissionados c

ondenados pela Justiça por atos previstos na Lei Maria da Penha. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado na véspera do Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira.

Estarão sujeitos os servidores condenados em última instância, caso ainda não tenham cumprido a punição prevista pelo Judiciário. A legislação começou a valer ontem e terá que ser seguida por todos os órgãos públicos do Estado. Caso algum servidor se encontre nessa situação, ele terá que ser exonerado.

A lei é de autoria da Enfermeira Rejane (PC do B) e do ex-deputado Dr. Julianelli, o texto impede as nomeações em todos os poderes estaduais e foi aprovado no ano passado. (O Globo)

Meghan Markle faz discurso feminista no Dia Internacional da Mulher

Meghan Markle Foto: Arte sobre foto da Reuters Quem duvidou que Meghan Markle iria manter seu ativismo depois que entrasse para a família real errou feio na previsão. Ativista da causa das mulheres ao redor do mundo antes de se casar com o príncipe Harry, a ex-atriz americana mostrou na manhã desta sexta-feira, durante um painel em Londres organizado em torno das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, que continua defendendo firmemente a causa feminista.

“Se há uma injustiça e desigualdade, alguém precisa dizer alguma coisa – e por que não você? Devemos ser feministas globais e incluir homens e meninos”, disse a futura mamãe, que está grávida de 8 meses.

Meghan Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS / AFPAo lado da duquesa, estiveram a cantora escocesa Annie Lennox, a modelo inglesa Adwoa Aboah, fundadora da comunidade on-line Gurls Talk, em que meninas discutem questões de gênero, trabalho e cultura, a ex-primeira-ministra australiana Julia Gillard, a jornalista inglesa Anne McElvoy e a diretora da ONG Camfed no Zimbábue, Angeline Murimirwa, que trabalha na erradicação da pobreza na África.

“Se pudermos falar sobre como a igualdade de gênero dá a todos mais escolhas e mais opções, então ela pode ser mais inclusiva, globalmente”, disse a ex-primeira-ministra.

Há quatro anos, antes de conhecer Harry, Meghan já havia feito um discuso poderoso na Conferência para Mulheres organizada pela ONU.

“Dizem que meninas com sonhos se tornam mulheres com visão. Que possamos nos capacitar para realizar essa visão – porque não basta simplesmente falar sobre igualdade. É preciso acreditar. E não é suficiente simplesmente acreditar nisso. É preciso trabalhar para isso. Vamos trabalhar nisso. Juntas”, disse ela à época.

Este é o segredo para aprender qualquer coisa e mais rápido

Homem aprendendo a tricotar

Se você for organizar um jantar em casa com seus amigos e quiser cozinhar um prato novo, qual a sua estratégia?

A. Sair do trabalho e comprar um livro de receitas, estudar e depois ir ao supermercado com uma lista de compras;
B. Pesquisar a receita no celular e ir ao supermercado atrás dos ingredientes;
C. Procurar um vídeo no Youtube, anotar os ingredientes e depois ir no supermercado.

Não existe resposta errada e é possível tomar diversos caminhos alternativos nessa empreitada culinária. A especialista de treinamento e em design de aprendizagem, Flora Alves, usa esse exemplo para mostrar como a forma que aprendemos está evoluindo.

Nós não aprendemos mais apenas com sessões longas de estudo e conteúdo, mas variando entre diferentes fontes de conhecimento e formas de exposição, intercalando estudo e prática.

“É relevante saber qual seu canal preferencial para aprender. Ler uma receita não é o mesmo que ver alguém fazendo. Saber sua forma de aprender torna o processo mais gostoso”, explica ela.

Estamos aprendendo coisas novas a todo momento, o diferencial está em saber utilizar as novas fontes de conhecimento para se atualizar conscientemente e encontrar um foco. Esse é a habilidade de aprendizado contínuo, que será essencial para o futuro do trabalho, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial.

E você pode começar hoje. Segundo a especialista, é possível aprender a aprender qualquer coisa e com agilidade.

Para quem busca adquirir novos conhecimentos, o primeiro passo é simples, porém decisivo. Segundo Flora, aqui não há segredo: nós aprendemos quando temos vontade e vemos uma necessidade.

“Não existe relação com idade ou geração. Existem jovens que criam resistência a novos aprendizados e pessoas mais velhas com a mente muito aberta. Em treinamentos corporativos, as faltas de conhecimentos técnicos são mais fáceis de ser eliminadas, contudo, se houver uma resistência em aprender, a pessoa vai demorar mais tempo. A quebra de um paradigma, de uma mentalidade, requer mais esforço”, diz ela. Continuar a ler Este é o segredo para aprender qualquer coisa e mais rápido

A fascinante história de Chang e Eng, os irmãos siameses que tiveram 21 filhos

Chang e Eng Bunker

Hoje, usamos a palavra “siamês” para nos referirmos àqueles gêmeos cujos corpos permanecem unidos após o nascimento.

Mas poucas pessoas sabem que o termo surgiu por causa de dois irmãos que viveram no século 19 nos Estados Unidos.

Eles nasceram em 1811 em Sião, a atual Tailândia, filhos de pais chineses.

Chang e Eng Bunker vieram ao mundo unidos pelo esterno.

“Chang e Eng não são os primeiros irmãos unidos de que temos ciência. Anteriormente, houve casos bastante conhecidos na história”, diz à BBC Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC, Yunte Huang, autor de Inseparable – The Original Siamese Twins and Their Rendezvous with American History(“Inseparáveis: os gêmeos siameses originais e seu encontro com a história americana”, em tradução livre).

“Por exemplo, duas irmãs viveram na Hungria no século 18, o que causou fascínio na época, mas Chang e Eng Bunker foram os primeiros irmãos siameses a viver uma vida extraordinária”, diz ele.

Vendido como escravos

Chang e Eng com dois de seus 21 filhosQuando crianças, Chang e Eng eram conhecidos como “gêmeos chineses” por seus vizinhos em Sião.

Quando eram apenas adolescentes, um capitão de navio americano os descobriu nadando no rio e decidiu levá-los para os Estados Unidos.

“Eles foram praticamente vendidos pela mãe”, explica Huang. “E quando chegaram aos Estados Unidos, foram colocados no palco e exibidos como se fossem monstros”.

Como explica Huang, “a América do século 19 era um lugar muito puritano e desagradável, e os espetáculos de variedade eram uma das principais formas de entretenimento da época”.

Os proprietários decidiram comercializá-los como “gêmeos siameses” porque eram de Sião e foi assim que esse termo acabou ganhando popularidade.

“Eles eram tratados como escravos, embora tecnicamente não fossem escravos, pois haviam assinado um contrato de cinco anos”, explica o autor.

“O público pediu que tirassem as roupas para verificar se não havia truque, os médicos os examinavam no palco … ninguém os tratava como se fossem seres humanos”, diz ele .

Liberdade e dinheiro

Aos 21 anos, Chang e Eng chegaram à maioridade nos EUA. Mas, em vez de sair do palco, decidiram continuar se exibindo para o público.

“Chang e Eng eram pessoas muito inteligentes, é de onde vem minha fascinação por eles”, explica Huang. “Eles continuaram a se exibir para um público americano que os via como sub-humanos, mas desta vez eles ganhavam todo o dinheiro.”

Daisy e Violet Hilton eram irmãs siamesas“Foram de palco a palco por sete anos e ganharam muito dinheiro, e depois se aposentaram.”

Chang e Eng fixaram residência na Carolina do Norte. Eles compraram um terreno e uma casa, e em uma reviravolta inesperada para duas pessoas que lutaram tanto para serem consideradas humanas, se tornaram proprietários de escravos.

Huang tenta explicar essa aparente contradição: “Chang e Eng queriam se afastar da multidão e, quando se mudaram para a Carolina do Norte, se tornaram sulistas em todos os aspectos”.

“Em 1832 não havia muita imigração asiática, de modo que, em certa medida, eles se misturaram com a população branca; os sulistas os viam como ‘brancos honorários’, já que eram famosos e tinham dinheiro.”

“Então, se tornaram donos de escravos, se casaram com duas mulheres brancas e quando a Guerra Civil eclodiu, enviaram seus filhos para lutar contra os ianques no norte”.

21 crianças

Chang e Eng desafiaram os padrões da época de duas maneiras.

Primeiro, eles conseguiram adquirir a cidadania americana, normalmente reservada para homens brancos livres.

E em segundo, se casaram com duas irmãs brancas, em contravenção às leis anti-miscigenação do sul.

Foi um grande escândalo e jornais da época deram muitas manchetes à união.

Mas a dinâmica de um casamento com irmãos siameses não era simples.

Chang e Eng aderiram a uma rotina muito rígida: compraram duas casas próximas uma da outra, uma para a mulher de Chang, outra para a mulher de Eng, e concordaram que passariam três dias em cada uma.

Huang explica que os irmãos também tinham um pacto muito rigoroso quando se tratava de relacionamentos íntimos.

“Eles usaram a mesma técnica que as gêmeas siamesas inglesas Daisy e Violet Hilton usariam mais tarde, no século 20. Uma dessas irmãs acabou se casando e, segundo seu livro de memórias, quando a irmã casada estava com seu marido, a irmã solteira se afastava mentalmente da situação: lia um livro ou tirava uma soneca”.

“Isso é o que Chang e Eng fizeram.”

Parece que esse arranjo funcionou, já que os dois casamentos produziram um total de 21 crianças nas três décadas que duraram.

“Chang teve dez filhos e Eng, 11. Embora pareça muito, não era realmente incomum para os padrões da época, especialmente na Carolina do Norte, onde era normal para um casal ter até dez filhos”, diz Huan.

Os descendentes de Chang e Eng ainda se reúnem uma vez por ano e o autor do livro participou de uma dessas reuniões.

Unidos até o fim

Mas os irmãos quiseram se separar um do outro em algum momento?

Huang explica que, quando chegaram pela primeira vez aos Estados Unidos, foram examinados por um médico muito famoso, que lhes disse que a operação para separá-los poderia ser muito perigosa.

Mesmo assim os irmãos pensaram em realizá-la antes de se casarem, mas suas futuras mulheres os convenceram de que era muito arriscado.

“Elas disseram que os aceitavam exatamente como eram”, diz Huang.

Mas o fim dessa história pode ter sido muito diferente se a operação tivesse sido realizada.

“Chang bebia com frequência e sua saúde se deteriorou ao longo dos anos”, explica Huang.

“Ele acabou sofrendo um ataque cardíaco e teve que ficar de cama, o que significa que Eng também não conseguiu sair da cama, embora estivesse completamente saudável.”

Uma noite, Chang ficou muito doente. Quando Eng acordou, seu irmão estava morto.

Pela primeira vez em sua vida, Eng estava sozinho.

“Os irmãos concordaram que, quando Chang morresse, o médico os operaria para que Eng pudesse viver, mas naquela noite ele não chegou a tempo.”

Horas depois, Eng também morreu.

Não se sabe ao certo, no entanto, por que Eng morreu poucas horas depois de seu irmão.

“Pode ter sido que ele tenha morrido de horror por estar preso a um corpo, mas os médicos especulam que Eng provavelmente morreu por falta de sangue quando seu sistema circulatório bombeou sangue através dos vasos sanguíneos que o conectaram ao irmão morto e não recebeu sangue em contrapartida”.

Após sua morte, os médicos realizaram uma autópsia para entender mais sobre a anatomia dos siameses.

O exame revelou que o fígado de Chang e Eng estava conectado.

Huan diz que a história dos dois irmãos mostra que não existe um único caminho para ser humano: “Chang e Eng viveram uma vida extraordinária e ficaram juntos até o fim”.

A prisão de ‘Álvaro’ – Casamentos Fake – Parte 3

Após Luana registrar um boletim de ocorrência sobre o caso, uma amiga dela encontrou uma reportagem de meses atrás e mostrou para a enfermeira. “O texto falava sobre uma jovem que tinha sido presa por ter enganado várias mulheres. Quando vi a foto da moça, vi que era a Fernanda. Foi então que percebi que ela não era a amiga do Álvaro. Ela era ele”, relembra.

“Pra mim, foi um choque descobrir que era uma mulher. Sempre que nos falávamos no telefone, era a voz de um homem. Hoje, percebo que sempre havia um chiado na ligação, pra disfarçar. Mas ela conseguia enganar muito bem. Ela fazia até um sotaque gaúcho”, diz.

Para que a polícia pudesse prender a jovem por trás do perfil falso, a enfermeira combinou um encontro com Álvaro. “Ele me pediu R$ 300 emprestados e eu disse que emprestaria. Para isso, pedi que fosse me encontrar. Ele falou que pediria para a Fernanda pegar o dinheiro comigo.”

 

O advogado Marcelo Crespo, especialista em Direito Digital, explica que criar um perfil falso pode configurar, a princípio, crime de falsa identidade. “Nesses casos, a pessoa não vai presa. Mas ela pode ser condenada a até um ano de prisão. Essa pena é substituída por outras medidas, como serviço comunitário ou pagamento de cestas básicas”, explica.

Os casos mais graves, segundo Crespo, ocorrem quando o dono do perfil falso também pratica estelionato – buscar vantagem sobre o patrimônio de alguém por meio de fraudes. “A pessoa engana a vítima para se apropriar indevidamente de parte dos bens dela. Nessa situação, a pessoa pode ser presa e as penas variam de um a cinco anos”, pontua o advogado.

A jovem por trás do perfil de Álvaro foi presa por estelionato, no momento em que se encontrou com Luana. De acordo com a Polícia Civil, Lorrany Cristina, de 24 anos, enganou, ao menos, outras 20 mulheres. “A estimativa é de que ela tenha causado prejuízo de mais de R$ 20 mil a essas mulheres, ao todo, por meio de dinheiro que convencia as vítimas a emprestar”, explica o delegado Leandro Vieira Leite.

“Em junho do ano passado, ela já havia enganado outras mulheres e tinha sido presa pelo mesmo crime. Ela permaneceu durante quatro meses na prisão, foi solta e voltou a cometer o mesmo delito”, diz o delegado.

As fotos utilizadas por Lorrany eram de um advogado de Santa Catarina. “A Polícia Civil não chegou a ouvi-lo, porque já concluímos as investigações. Mas caso ele queira, poderá mover uma ação por danos morais contra a jovem”, relata o delegado.

A prisão em flagrante de Lorrany foi convertida para preventiva e ela permanece detida.

Mais de um mês depois da prisão da jovem, Luana revela que ainda se culpa por ter acreditado nas mentiras dela. “Havia alguns detalhes simples que não percebi. Eu poderia ter procurado saber se o Álvaro realmente existia”, diz.

Por mais de 10 dias, ela não conseguiu voltar para casa. “Fiquei com a minha mãe, porque tudo na minha casa me lembrava aquela história”, conta. Atualmente, a enfermeira tem feito acompanhamento psicológico. “Foi algo muito traumático. Por alguns dias, depois que tudo aconteceu, eu acordava no meio da madrugada e ficava pensando nisso.”